sábado, 18 de outubro de 2008

Busca na Internet estimula mais o cérebro do que livros

Mais uma pesquisa para alimentar a polêmica se a Web é como a TV e "deixa burro, muito burro demais", como diz a música, ou se ela exercita a inteligência.
Pesquisadores da UCLA (Universidade da Califórnia de Los Angeles) concluíram que fazer buscas na Internet pode estimular e ajudar a melhorar o funcionamento do cérebro mais do que ler um livro.
Eles notaram que buscar na web desperta centros no cérebro que controlam a tomada de decisões e o raciocínio complexo em adultos de meia-idade e idosos.
No entanto, o estudo conclui que essa maior atividade dos neurônios só acontece em pessoas que já estão familiarizadas com a experiência de Internet.
A pesquisa foi feita com a ajuda de 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos, sendo que metade tinha hábito de acessar a web. Eles leram livros e fizeram buscas a Internet sob monitoramento de máquinas de ressonância magnética.


Na imagem acima dá para ver a diferença entre o cérebro de quem já está acostumado a buscar na Internet e de quem é iniciante na atividade.
Cada pontinho vermelho é um voxel, que representa entre 2 a 4 milímetros cúbico de cérebro que é ativado pela atividade que está sendo analisada: no cérebro de  usuários experientes, foram encontrados 21.782 voxel (direita) em comparação com os 8.646 voxels das mentes dos inexperientes (esquerda).
O estudo pode ser consultado no American Journal of Geriatric Psychiatry.
Via The Register

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Piada de Técnico

O técnico cobra R$ 1 para apertar o parafuso, e mais R$ 100 por saber qual apertar.

Serviço Técnico

Cabeça de Técnico

domingo, 17 de agosto de 2008

Robô é controlado por cérebro biológico artificial

Redação do Site Inovação Tecnológica
14/08/2008

Robô é controlado por cérebro biológico artificial

[Imagem: University of Reading]

Pesquisadores ingleses desenvolveram um robô controlado por um cérebro biológico, em vez dos tradicionais "cérebros eletrônicos," formados por um programa rodando em um microprocessador.

Cérebro biológico robótico

O cérebro biológico robótico é formado por um conjunto de neurônios cultivados em laboratório, colocados sobre uma rede de eletrodos conhecida como MEA (multi electrode array). São cerca de 300.00 neurônios de rato mergulhados em uma solução de nutrientes e antibióticos. Os neurônios fazem naturalmente conexões entre si e continuam a desenvolver novas conexões à medida que são estimulados.

O MEA utilizado é um pequeno recipiente circular, contendo em sua base cerca de 80 eletrodos que coletam os sinais elétricos gerados pelos neurônios e os repassa para os circuitos eletrônicos que controlam o corpo do robô. Os sinais coletados pelos eletrodos são então utilizados para controlar esses circuitos.

Ativando o cérebro artificial

Para estimular o cérebro robótico, os neurônios são ativados por sinais coletados pelos sensores do robô. Quando o robô se aproxima de um objeto, por exemplo, o sensor de proximidade envia seus sinais por meio dos eletrodos do MEA até os neurônios.

Em resposta, os sinais de saída dos neurônios são dirigidos para acionar as rodas do robô e fazê-lo virar para a esquerda ou para a direita. Com isto, os neurônios são levados a desenvolver um padrão de acionamento que faz com que o robô evite o obstáculo.

Ensinando o cérebro artificial

"Esta nova pesquisa é tremendamente entusiasmante porque, primeiramente, o cérebro biológico controla seu próprio corpo robótico móvel e, em segundo lugar, ele irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e memoriza sua experiência. Esta pesquisa fará avançar nosso entendimento de como o cérebro funciona, e poderá ter um efeito profundo em muitas áreas da ciência e da medicina," diz o professor Kevin Warwick, da Universidade de Reading.

Warwick e sua equipe agora vão tentar fazer com que o robô aprenda, aplicando sinais diferentes ao seu cérebro biológico quando ele chegar em locais predeterminados. Os cientistas esperam que, à medida que o aprendizado do robô avance, seja possível verificar como a memória se manifesta no cérebro. Isto poderá ser feito verificando o padrão de acionamento dos neurônios quando eles voltarem aos locais já visitados.

Outros cérebros biológicos para robôs

Esta é mais uma pesquisa em uma área promissora, que busca tanto estudar o funcionamento do cérebro humano, quanto desenvolver cérebros artificiais biológicos para o controle de robôs.

Asfalto de estradas e ruas será usado para gerar energia solar

Redação do Site Inovação Tecnológica
14/08/2008

Pesquisadores descobriram uma forma eficiente de transformar o calor do asfalto de rodovias, ruas e estacionamentos em uma fonte barata e não-poluente de energia. O asfalto, que fica extremamente quente sob o Sol, é utilizado como um coletor térmico da energia solar para gerar eletricidade.

Eliminação das "ilhas de calor"

Além de usar os milhões de quilômetros quadrados de asfalto já disponíveis em rodovias e ruas, gerando eletricidade ou água quente, o projeto ainda beneficia o meio ambiente e a qualidade de vida nas cidades, capturando o calor do asfalto e minimizando um efeito conhecido pelos urbanistas como "ilhas de calor."

Os pesquisadores do Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos, utilizaram testes em pequena e em larga escala, além de modelos computadorizados, para mensurar o potencial de captura do calor acumulado no asfalto e sua utilização para geração de energia.

Água quente e eletricidade

Os testes utilizaram termopares incorporados no asfalto, para medir a penetração do calor, e canos de cobre, para medir a eficiência com que o calor pode ser transferido para um fluxo de água. A água quente gerada pode ser utilizada diretamente em residências e indústrias, ou ser direcionada para um gerador termoelétrico para produzir eletricidade.

Outra vantagem verificada durante as pesquisas é que o asfalto retém o calor por várias horas depois que o Sol se pôs, transformando o sistema em uma opção mais eficiente do que as células solares fotovoltaicas.

Eficiência e custos

Testando várias composições de asfalto, os pesquisadores descobriram que a adição de agregados eficientes na condução de calor, como o quartzito, pode aumentar significativamente a absorção do calor do Sol pelas rodovias e ruas. Uma tinta especial também foi avaliada, reduzindo a reflexão da superfície do asfalto e fazendo com que ele absorva ainda mais calor.

Os pesquisadores estão agora passando para a etapa de avaliação dos custos de implantação do sistema. Para viabilizar economicamente o projeto, eles afirmam que será necessário substituir os tubos de cobre usados na pesquisa por um trocador de calor metálico projetado especificamente para essa tarefa, capaz de capturar a maior quantidade possível de calor do asfalto.

O trocador de calor será projetado de forma a poder ser incorporado nas rodovias e ruas já existentes durante o seu recapeamento, um processo de recuperação que normalmente ocorre a cada 10 anos de vida útil do asfalto.