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sábado, 18 de outubro de 2008

Busca na Internet estimula mais o cérebro do que livros

Mais uma pesquisa para alimentar a polêmica se a Web é como a TV e "deixa burro, muito burro demais", como diz a música, ou se ela exercita a inteligência.
Pesquisadores da UCLA (Universidade da Califórnia de Los Angeles) concluíram que fazer buscas na Internet pode estimular e ajudar a melhorar o funcionamento do cérebro mais do que ler um livro.
Eles notaram que buscar na web desperta centros no cérebro que controlam a tomada de decisões e o raciocínio complexo em adultos de meia-idade e idosos.
No entanto, o estudo conclui que essa maior atividade dos neurônios só acontece em pessoas que já estão familiarizadas com a experiência de Internet.
A pesquisa foi feita com a ajuda de 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos, sendo que metade tinha hábito de acessar a web. Eles leram livros e fizeram buscas a Internet sob monitoramento de máquinas de ressonância magnética.


Na imagem acima dá para ver a diferença entre o cérebro de quem já está acostumado a buscar na Internet e de quem é iniciante na atividade.
Cada pontinho vermelho é um voxel, que representa entre 2 a 4 milímetros cúbico de cérebro que é ativado pela atividade que está sendo analisada: no cérebro de  usuários experientes, foram encontrados 21.782 voxel (direita) em comparação com os 8.646 voxels das mentes dos inexperientes (esquerda).
O estudo pode ser consultado no American Journal of Geriatric Psychiatry.
Via The Register

domingo, 17 de agosto de 2008

Robô é controlado por cérebro biológico artificial

Redação do Site Inovação Tecnológica
14/08/2008

Robô é controlado por cérebro biológico artificial

[Imagem: University of Reading]

Pesquisadores ingleses desenvolveram um robô controlado por um cérebro biológico, em vez dos tradicionais "cérebros eletrônicos," formados por um programa rodando em um microprocessador.

Cérebro biológico robótico

O cérebro biológico robótico é formado por um conjunto de neurônios cultivados em laboratório, colocados sobre uma rede de eletrodos conhecida como MEA (multi electrode array). São cerca de 300.00 neurônios de rato mergulhados em uma solução de nutrientes e antibióticos. Os neurônios fazem naturalmente conexões entre si e continuam a desenvolver novas conexões à medida que são estimulados.

O MEA utilizado é um pequeno recipiente circular, contendo em sua base cerca de 80 eletrodos que coletam os sinais elétricos gerados pelos neurônios e os repassa para os circuitos eletrônicos que controlam o corpo do robô. Os sinais coletados pelos eletrodos são então utilizados para controlar esses circuitos.

Ativando o cérebro artificial

Para estimular o cérebro robótico, os neurônios são ativados por sinais coletados pelos sensores do robô. Quando o robô se aproxima de um objeto, por exemplo, o sensor de proximidade envia seus sinais por meio dos eletrodos do MEA até os neurônios.

Em resposta, os sinais de saída dos neurônios são dirigidos para acionar as rodas do robô e fazê-lo virar para a esquerda ou para a direita. Com isto, os neurônios são levados a desenvolver um padrão de acionamento que faz com que o robô evite o obstáculo.

Ensinando o cérebro artificial

"Esta nova pesquisa é tremendamente entusiasmante porque, primeiramente, o cérebro biológico controla seu próprio corpo robótico móvel e, em segundo lugar, ele irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e memoriza sua experiência. Esta pesquisa fará avançar nosso entendimento de como o cérebro funciona, e poderá ter um efeito profundo em muitas áreas da ciência e da medicina," diz o professor Kevin Warwick, da Universidade de Reading.

Warwick e sua equipe agora vão tentar fazer com que o robô aprenda, aplicando sinais diferentes ao seu cérebro biológico quando ele chegar em locais predeterminados. Os cientistas esperam que, à medida que o aprendizado do robô avance, seja possível verificar como a memória se manifesta no cérebro. Isto poderá ser feito verificando o padrão de acionamento dos neurônios quando eles voltarem aos locais já visitados.

Outros cérebros biológicos para robôs

Esta é mais uma pesquisa em uma área promissora, que busca tanto estudar o funcionamento do cérebro humano, quanto desenvolver cérebros artificiais biológicos para o controle de robôs.

Asfalto de estradas e ruas será usado para gerar energia solar

Redação do Site Inovação Tecnológica
14/08/2008

Pesquisadores descobriram uma forma eficiente de transformar o calor do asfalto de rodovias, ruas e estacionamentos em uma fonte barata e não-poluente de energia. O asfalto, que fica extremamente quente sob o Sol, é utilizado como um coletor térmico da energia solar para gerar eletricidade.

Eliminação das "ilhas de calor"

Além de usar os milhões de quilômetros quadrados de asfalto já disponíveis em rodovias e ruas, gerando eletricidade ou água quente, o projeto ainda beneficia o meio ambiente e a qualidade de vida nas cidades, capturando o calor do asfalto e minimizando um efeito conhecido pelos urbanistas como "ilhas de calor."

Os pesquisadores do Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos, utilizaram testes em pequena e em larga escala, além de modelos computadorizados, para mensurar o potencial de captura do calor acumulado no asfalto e sua utilização para geração de energia.

Água quente e eletricidade

Os testes utilizaram termopares incorporados no asfalto, para medir a penetração do calor, e canos de cobre, para medir a eficiência com que o calor pode ser transferido para um fluxo de água. A água quente gerada pode ser utilizada diretamente em residências e indústrias, ou ser direcionada para um gerador termoelétrico para produzir eletricidade.

Outra vantagem verificada durante as pesquisas é que o asfalto retém o calor por várias horas depois que o Sol se pôs, transformando o sistema em uma opção mais eficiente do que as células solares fotovoltaicas.

Eficiência e custos

Testando várias composições de asfalto, os pesquisadores descobriram que a adição de agregados eficientes na condução de calor, como o quartzito, pode aumentar significativamente a absorção do calor do Sol pelas rodovias e ruas. Uma tinta especial também foi avaliada, reduzindo a reflexão da superfície do asfalto e fazendo com que ele absorva ainda mais calor.

Os pesquisadores estão agora passando para a etapa de avaliação dos custos de implantação do sistema. Para viabilizar economicamente o projeto, eles afirmam que será necessário substituir os tubos de cobre usados na pesquisa por um trocador de calor metálico projetado especificamente para essa tarefa, capaz de capturar a maior quantidade possível de calor do asfalto.

O trocador de calor será projetado de forma a poder ser incorporado nas rodovias e ruas já existentes durante o seu recapeamento, um processo de recuperação que normalmente ocorre a cada 10 anos de vida útil do asfalto.

Terceira Lei da Termodinâmica pode ter falha, diz cientista

Redação do Site Inovação Tecnológica
15/08/2008

Terceira Lei da Termodinâmica pode ter falha, diz cientista

Imagem feita por microscópio de tunelamento eletrônico mostrando a estrutura do metamaterial que imita o comportamento do gelo.[Imagem: John Cumings]

Será que a Terceira Lei da Termodinâmica é realmente uma lei ou simplesmente uma regra?

"Esta é uma questão fundamental. Se houver uma exceção, então ela é uma regra geral," afirma o Dr. John Cumings, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. E suas pesquisas mais recentes acabam de demonstrar que há pelo menos uma exceção.

Terceira Lei da Termodinâmica

A Terceira Lei da Termodinâmica estabelece que, à medida que a temperatura de uma substância pura move-se em direção ao zero absoluto - matematicamente, a menor temperatura possível - sua entropia, ou o comportamento desordenado de suas moléculas, também se aproxima de zero. As moléculas deverão então se alinhar em um padrão ordenado.

A exceção do gelo

Mas o Dr. Cumings descobriu que não é exatamente isto o que acontece justamente com o material mais abundante na Terra: a água.

Apesar de parecer algo tão simples, o processo de cristalização da água, sua transformação em gelo, não é um processo que seja largamente entendido pelos cientistas.

O que dizem os livros-texto

Os livros-texto afirmam que as moléculas de água movem-se cada vez mais lentamente quando a temperatura começa a cair. Ao atingir 0º C elas assumem posições fixas, fazendo com que a água passe do estado líquido para o estado sólido, formando o gelo.

O que acontece ao nível molecular, porém, é muito mais complicado do que isso, afirma o Dr. Cumings. E, mais importante, o que acontece parece estar em contradição com aquela que é uma das mais fundamentais leis da Física, a Terceira Lei da Termodinâmica.

O que mostra o novo experimento

Embora os átomos de oxigênio fixem-se para formar uma estrutura cristalina bem ordenada, o mesmo não acontece com os átomos de hidrogênio. "Os átomos de hidrogênio param de se mover, mas eles simplesmente param no lugar onde estão, em configurações diferentes ao longo do cristal, sem nenhuma correlação entre eles, e nem mesmo um só deles baixa sua energia o suficiente para reduzir sua entropia a zero," explica o cientista.

Reformulação da Terceira Lei da Termodinâmica

A Terceira Lei da Termodinâmica já foi modificada uma vez, por volta dos anos 1930, quando foram descobertas substâncias não-cristalinas, como materiais vítreos e polímeros. A Terceira Lei foi reescrita para afirmar que a entropia de todos os materiais cristalinos puros move-se em direção a zero quando suas temperaturas movem-se em direção ao zero absoluto.

Ora, o gelo é uma substância cristalina pura, mas parece que apenas os seus átomos de oxigênio obedecem à Lei. Pode ser que o gelo venha a ordenar-se totalmente depois de períodos de tempo muito longos sujeito a temperaturas muito baixas. Mas isto é apenas uma suposição e ainda não foi demonstrado experimentalmente.

Metamaterial que imita o gelo

Para convencer seus colegas cientistas, contudo, o Dr. Cumings também precisa comprovar que seus modelos reproduzem adequadamente o gelo. Os cientistas não estudam o gelo porque não querem, mas porque esta é uma tarefa muito difícil. O estudo da estrutura cristalina do gelo exige que a temperatura seja mantida abaixo dos -196 °C por um longo tempo e de forma muito precisa.

Ele e sua equipe projetaram um metamaterial, um material artificial, que, acreditam eles, reproduz com precisão o comportamento do gelo. O metamaterial é formado por "pseudo-átomos" feitos de uma liga de ferro-níquel. Cada pseudo-átomo é um modelo em larga escala feito de milhões de átomos cujo comportamento coletivo imita o comportamento de um átomo individual.

Campos magnéticos fazem o papel dos átomos de hidrogênio, o que permite que o comportamento desses "covers" seja observado diretamente por meio de um microscópio eletrônico, o que não era possível até hoje nos modelos que tentavam imitar o comportamento do gelo.

"Esta é a primeira vez que as regras do comportamento do gelo foram rigorosamente confirmadas pela observação direta dos pseudo-átomos de hidrogênio. Nós podemos acompanhar a posição e o movimento de cada pseudo-átomo em nosso modelo, ver quais defeitos ocorrem na rede cristalina, e simular o que acontece ao longo de períodos de tempo muito longos," explica Todd Brintlinger, outro pesquisador da equipe.

Bits magnéticos de discos rígidos

O próximo passo é aguardar que outros cientistas consigam replicar os experimentos e concordem que o modelo de pseudo-átomos reproduz fielmente a estrutura do gelo. Mas o metamaterial criado para imitar o comportamento do gelo já está suscitando outros interesses.

Cada pseudo-átomo tem um formato hexagonal, medindo 30 nanômetros, uns encaixando-se perfeitamente aos outros. O resultado é um material que pode ter muitas vantagens sobre os bits magnéticos utilizados nos discos rígidos, que geralmente são dispostos de forma aleatória. Sua estrutura otimizada poderá permitir a construção de memórias de armazenamento muito mais densas, capazes de guardar mais dados por área.

"Talvez, no futuro, os engenheiros sejam inspirados por isto em seus projetos de discos rígidos. A padronização formal e as interações entre os bits podem realmente ajudar a estabilizar a informação, em última instância levando a discos com capacidades muito maiores," diz Cumings.

Imagens 6D são criadas em sistema super-realístico de projeção

Redação do Site Inovação Tecnológica
13/08/2008

Imagens 6D são criadas em sistema super-realístico de projeção

Protótipo de um pixel que compõe o sistema de projeção 6D.[Imagem: MIT]

Se vivemos em um mundo tridimensional, o que poderia ser mais realístico do que um sistema de imagens 3D? Segundo pesquisadores do MIT, nos Estados Unidos, a resposta é um sistema 6D, que, além de reproduzir fielmente os detalhes das imagens, seja capaz de responder a todas as variações no ambiente.

A capacidade de produzir sombras naturais e de realçar o brilho dos objetos de acordo com a direção e a intensidade da iluminação torna possível também a criação de imagens que variam ao longo do tempo, em resposta a alterações na iluminação ambiente, sem nenhum controle ativo e sem a necessidade de qualquer processamento.

Técnica de projeção 6D

Em vez de hologramas, que exigem raios laser para serem projetados, o sistema de projeção 6D utiliza o mesmo princípio encontrado em alguns cartões postais, nos quais uma série de lentes lineares e paralelas são construídas em um material plástico que é superposto a uma imagem, criando imagens diferentes para cada olho e dando a sensação 3D.

Esse mesmo princípio pode ser utilizado para criar imagens 4D, que dão a impressão de movimento, bastando utilizar lentes quadradas - quando o ângulo de visão é alterado, as diversas imagens parecem se suceder em um movimento contínuo.

Melhor do que o melhor holograma

O novo sistema 6D acrescenta a esse princípio uma série de camadas adicionais de lentes para criar duas novas dimensões de movimento. Assim, a imagem altera-se não apenas com a mudança da posição de quem olha para ela, mas também com a direção da iluminação.

"Mesmo se você tiver o melhor holograma disponível," explica Raskar, quando o ângulo da luz muda "se eu tenho um holograma de uma flor, e uma flor real próxima a ele, o holograma não parece real. Todas as sombras e todas as reflexões sobre a flor não são duplicadas no holograma."

30 dólares por pixel

O equipamento está em estágio inicial de desenvolvimento e por enquanto produz apenas imagens de baixa resolução. Como foi construído com peças que tiveram que ser feitas artesanalmente, os pesquisadores afirmam que cada pixel teve um custo de cerca de US$30,00.

Aplicações práticas irão exigir desenvolvimentos significativos, incluindo aprimoramento da técnica e miniaturização dos pixels. "Levará ainda ao menos 10 anos antes que tenhamos qualquer tela realística com dimensões práticas," diz o pesquisador Ramesh Raskar.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Robô serpente

Este é o ACM-R5, um robô que tenta emular o movimento de serpentes marinhas.
Desenvolvido no Laboratório de Robótica Hirose Fukushima, do Instituto de Tecnologia de Tóquio, este tentáculo metálico rastejante funciona tanto no solo quanto na água.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Energia Infinita

Será possível gerar energia de forma infinita e gratuita?

Claro que sim, pois, em breve eu irei colocar neste blog como qualquer pessoa poderá ter energia gratuita em sua casa, sem nunca mais se preocupar com contas de energia, esperem, EM BREVE.

Este gerador, que foi descoberto por mim em 2001, foi construido por acaso, quando eu estava em minha oficina arrumando um motot de aquário, mas, antes disso tudo, eu estive alguns messes atrás na minha igreja, participando de uma campanha em prol da realzação de um sonho, nós deveriamos escrever em um papel o nosso sonho, depois orar e pedir para que se realiza-se, em nome de JESUS, então foi colocado juntos com todos os papeis e queimados, após esse periodo de vários messes, Deus me deu esta benção, mas, até hoje, eu ainda não conseguí patentear o invento cuja patente é muito cara, já que é uma patente internacional.

Eu gostaria de pedir as pessoas que lerem este post, que estejam interessadas em me ajudar, que entrem em contato comigo por e-mail, quem sabe nós mudamos o mundo.

rogeriomarcio26@yahoo.com.br

Obrigado pela atenção!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Nanomaterial transforma radiação nuclear diretamente em eletricidade

Há pouco mais de uma semana, cientistas alcançaram o maior avanço nos materiais termoelétricos nos últimos 50 anos (veja Materiais termoelétricos têm eficiência aumentada em 40%). Esses materiais são capazes de transformar diretamente o calor em eletricidade.

Radioatividade em eletricidade

Agora, pesquisadores de outros dois laboratórios, anunciaram ter descoberto uma forma de aumentar drasticamente o rendimento de materiais capazes de transformar radioatividade - e não calor - diretamente em eletricidade.

A descoberta poderá alterar totalmente o projeto das centrais nucleares, tornando-as menores, mais simples e mais baratas. Hoje essas usinas usam o calor da fissão nuclear para aquecer água, que se transforma em vapor, que faz girarem turbinas, que acionam geradores, que geram a eletricidade. O novo material converte a radiação diretamente em eletricidade.

Segundo os pesquisadores Liviu Popa-Simil e Claudiu Muntele, os materiais que eles estão desenvolvendo são capazes de gerar 20 vezes mais energia a partir do decaimento radioativo do que os materiais termoelétricos disponíveis.

Nanomaterial

Materiais capazes de converter radioatividade em eletricidade já foram utilizados em várias sondas espaciais nos anos 1960 e 1970. Contudo, esses materiais nunca foram eficientes o suficiente para aplicações em larga escala, principalmente em reatores nucleares.

O advento da nanotecnologia permitiu que os pesquisadores desenvolvessem um nanomaterial à base de nanotubos de carbono. Fatias de nanotubos são recobertas com uma película de ouro e circundadas com hidreto de lítio, um material largamente utilizado em baterias recarregáveis.

As partículas radioativas que atingem a camada de ouro empurram uma grande quantidade de elétrons em direção à camada de nanotubos de carbono, que os coleta e transporta com grande eficiência. A seguir, os elétrons atingem a camada de hidreto de lítio, de onde se dirigem aos eletrodos, permitindo que a corrente elétrica flua.

Centrais nucleares e sondas espaciais

Em operação criogênica, o nanomaterial atinge um rendimento de até 99%. Em ambiente real, os pesquisadores asseguram que ele é capaz de gerar até 1 kW/h por cm3, contra 0,2 kW/h por cm3 dos materiais anteriores.

Apesar do entusiasmo gerado pela descoberta, e de já terem aberto uma empresa para comercializar seu invento, os pesquisadores afirmam que o projeto de usinas nucleares não é algo que se altere da noite para o dia, e que eles acreditam que o novo material radioelétrico somente será utilizado em centrais nucleares dentro de uma década.

Contudo, com rendimentos no nível de 1 kW/h por cm3, o novo nanomaterial passa a se tornar interessante também para outras aplicações, inclusive móveis, como o abastecimento de navios, submarinos e até trens. Sem contar uma nova geração de sondas e robôs espaciais.

Mundo virtual tipo Matrix pode se realizar em poucos anos

Mundo virtual tipo Matrix pode se realizar em poucos anos

Pelo menos esta é a opinião de Michael McGuigan, do Laboratório Nacional Brookhaven, nos Estados Unidos. Segundo ele, os supercomputadores estão se aproximando de adquirir capacidades que os permitirão criar realidades virtuais 'à la Matrix'.

Segundo ele, mundos virtuais que poderão ser confundidos com o mundo real estão há apenas alguns anos de se realizarem.

Teste de Turing Gráfico

Em 1950, Alan Turing, o pai da moderna ciência da computação, propôs o teste definitivo para a inteligência artificial - uma pessoa deveria participar de uma conversa conjunta com outra pessoa e com um computador, e não deveria ser capaz de distinguir quem era o computador.

Os adeptos da realidade virtual criaram uma variante desse teste, o agora chamado Teste de Turing Gráfico - um júri humano interagindo com um mundo virtual deverá ser incapaz de distinguí-lo da realidade.

"Nós queremos dizer com interação, que você poderá controlar um objeto - girá-lo, por exemplo - e ele será criado de forma automática em tempo real," explica McGuigan.

Mundo virtual em tempo real

Essa 'criação de forma automática', mais conhecida como renderização, e em tempo real, é o grande desafio. Os computadores atuais já conseguem produzir cenas realísticas, mas elas consomem horas de processamento e jamais poderiam se aproximar de uma interação em tempo real.

Segundo McGuigan, a chave para se passar pelo Teste de Turing Gráfico é juntar o fotorrealismo que já existe com um programa capaz de renderizar imagens com uma taxa de atualização de 30 quadros por segundo.

Supercomputadores 10 vezes mais rápidos

Para medir a atual capacidade dos supercomputadores, o cientista resolveu testar o supercomputador Blue Gene/L da IBM, que possui 2.000 microprocessadores, capazes de fazer 103 trilhões de operações de ponto flutuante por segundo, ou 103 teraflops.

Ele descobriu com um programa tradicional de renderização roda 822 vezes mais rápido no Blue Gene do que em um computador pessoal, sem qualquer otimização do software que pudesse tirar proveito do processamento paralelo.

Isso ainda é insuficiente para se candidatar ao Teste de Turing Gráfico, mas deu ao pesquisador uma idéia do poder de processamento que será necessário para a renderização dos mundos virtuais em tempo real: acima de um petaflop, o que equivale a 1.000 teraflops. Ou seja, só teríamos que esperar até que os supercomputadores sejam 10 mais poderosos do que são hoje.

Nanomáquina molecular encontra e destrói células de câncer

Cientistas desenvolveram uma nanomáquina molecular, dotada de um propulsor acionado por luz, que consegue localizar células cancerosas, liberando sobre elas os medicamentos capazes de destruí-las.

Nanopropulsor

O nanopropulsor acionado por luz é a primeira nanomáquina descrita até o momento que é capaz de operar no interior de uma célula viva. Os primeiros experimentos estão sendo feitos em cultura, mas a pesquisa tem grande interesse para o futuro do combate ao câncer.

Nanomáquinas capazes de carregar e liberar medicamentos em pontos específicos do organismo têm sido objeto de intensas investigações, sendo consideradas a próxima geração das drogas inteligentes.

Drogas inteligentes

Sistemas nanomecânicos para aplicação em medicina devem possuir dois ítens básicos: um sistema para acondicionar o medicamento e um sistema de acionamento ativado por luz - outros métodos de acionamento podem ser danosos ao organismo.

As chamadas drogas inteligentes utilizam a corrente sangüínea para circular pelo organismo até encontrar as células cancerosas. A identificação do tumor é possível graças a proteínas específicas que as drogas inteligentes têm em sua superfície, que se ligam apenas a moléculas encontradas na superfície dos tumores.

Oscilação induzida por luz

Os cientistas Jeffrey Zink e Fuyu Tamanoi, da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, utilizaram nanopartículas de sílica mesoporosa para armazenar os medicamentos, que ficam acondicionados nos milhões de poros das nanopartículas. Como propulsor foi utilizado o azobenzeno, um composto químico que oscila entre duas posições quando exposto à luz.

O funcionamento da nanomáquina foi demonstrada utilizando-se várias células de câncer humano, incluindo câncer de cólon e câncer do pâncreas.

Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científica

Sem dúvida alguma há uma conexão entre os fatos científicos e as idéias que emergem na fantasia e na ficção científica. Os autores de ficção científica são inspirados por descobertas científicas e tecnológicas reais, mas permitem a si mesmos a liberdade de projetar o possível curso do futuro dessas descobertas e seu potencial impacto sobre a sociedade, talvez conservando apenas tênues conexões com os fatos.

E, quando defrontados com os obstáculos apresentados pela concretude da tecnologia real, os autores de ficção podem se livrar inteiramente dessas conexões, inventando tecnologias completamente imaginárias para levar seus enredos adiante. Entretanto, os mais habilidosos autores desse gênero criaram estórias convincentes deixando que a tecnologia ficcional mantivesse alguma conexão com tecnologias ou já existentes ou pelo menos já projetadas.

Ficção científica inspira cientistas

Os cientistas, por sua vez, freqüentemente procuram inspiração nas imaginativas possibilidades que existem nos mundos ficcionais, mas são forçados a seguir as leis da natureza que se aplicam ao nosso mundo. As invenções nos mundos ficcionais raramente migram para o mundo real, - pelo menos não na forma em que foram inicialmente imaginadas. Mas raramente não é sempre, e isto às vezes acontece.

Júlio Verne escreveu sobre naves espaciais e submarinos antes mesmo que esses veículos fossem demonstrados na prática. A colonização de planetas e a terra- formação, elevadores espaciais e próteses "biônicas" são conceitos de ficção científica que não se materializaram inteiramente na realidade, mas que estão sendo seriamente considerados pelos pesquisadores, sendo áreas de pesquisas extremamente ativas. A idéia de robôs assistentes semi-inteligentes, há pouco tempo restritos unicamente ao reino da ficção, está agora sendo ativamente desenvolvida por pesquisadores tanto da academia quanto das indústrias. E hoje mesmo já podemos comprar Roombas e Robovacs para arrumar nossas casas!

Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científica

Fato científico: Desenvolvido no programa "robô-companheiro" da Toyota, este robô tem uma mobilidade impressionante e pode desempenhar várias tarefas complexas, incluindo tocar um trompete.

Ciência versus Ficção Científica

Enquanto a ciência na ficção persegue e atinge os mesmos objetivos gerais que a ciência real procura, ela difere da ciência real no fato de que os detalhes são deixados de lado. A realidade da ciência é movida por uma massiva coleção de pequenos detalhes, a maioria dos quais muito difíceis de se descrever para pessoas que não sejam especialistas na área.

Para atingir os resultados realmente grandes e entusiasmantes, os cientistas dedicam a maior parte do seu tempo no que parecem ser detalhes pequenos e até mesmo insignificantes. Qualquer um pode entender o que é um telefone celular e o que ele faz - transportar voz e outras informações através do espaço sem a utilização de fios - mas somente os especialistas e os entusiastas mais dedicados realmente entendem as tecnologias que estão por trás desses aparelhos, como a propagação das ondas eletromagnéticas ou a teoria das comunicações digitais. Como em qualquer tecnologia, os detalhes das comunicações sem fios compreendem volumes de material técnico que representam décadas de pesquisas e desenvolvimentos.

Ou seja, a ciência na ficção necessariamente cria atalhos no processo científico, oferecendo tão somente os "grandes" resultados. É claro, tem que ser desta forma, porque a estória de ficção científica é antes de tudo uma estória, com personagens e uma trama e todas as outras coisas comuns a todas as estórias. A ciência, mesmo se crucial para o enredo, é secundária.

A tecnologia na ficção científica

Se a tecnologia é introduzida em uma estória de ficção científica, seu objetivo deve ser facilmente entendido tanto pelos leitores técnicos como pelos não técnicos. Se não soubermos nada mais, nós podemos entender que a Estrela da Morte no universo de Guerra nas Estrelas é uma arma colossal que tem que ser barrada; a velocidade de dobra no universo de Jornada nas Estrelas permite viajar mais rápido do que a luz, de forma que a Enterprise pode viajar entre as galáxias em uma questão de dias, ao invés da eternidade que seria necessário no estágio atual da nossa tecnologia; um avançado chip de computador com inteligência artificial permite ao robô de O Exterminador do Futuro pensar e agir de forma praticamente humana.

Na realidade, os cientistas trabalham em tópicos que nem de longe podem ser tão bem entendidos por uma audiência não-técnica. É especialmente difícil de se divulgar idéias que se originam na Física ou na Matemática para não-especialistas, já que a a maioria dos conceitos é descrita utilizando-se uma linguagem que compreende uma enorme fieira de equações e fórmulas.

Metamateriais

O nosso grupo de pesquisas em particular estuda as incríveis propriedades de materiais estruturados artificialmente, os chamados metamateriais. Esses metamateriais são tão extraordinários - algumas vezes parecendo ficção científica, - que nós normalmente enfrentamos o problema de que é difícil traduzir sua importância para não-especialistas.

Entretanto, recentemente nós tivemos a oportunidade de estudar um novo tipo de metamaterial eletromagnético que tem uma função facilmente compreendida por todos. Em um recente artigo publicado na revista Science, nós descrevemos um método teórico para projetar um material que torna os objetos invisíveis.

Esse assunto tem levantado um enorme interesse no mundo todo e, com esse interesse vem inevitavelmente uma especulação desenfreada sobre o que seria possível fazer-se a partir desse novo paradigma. Com toda a especulação, rompe- se facilmente a fronteira que separa os fatos científicos daquilo que é apenas ficção científica! Desta forma, nós gostaríamos de descrever aqui, de forma não- técnica, nossa visão das possibilidades da invisibilidade, e tentar separar o fato científico da ficção.

Invisibilidade na ficção científica

A invisibilidade é um tema comum em narrações nascidas na ficção científica, na fantasia, nas fábulas e na mitologia. Se excluirmos os mecanismos mágicos e supernaturais da invisibilidade - desculpem, mas no momento isso inclui a capa do Harry Potter - então nós ficamos com algumas rotas um pouco mais "científicas" para a invisibilidade que têm sido propostas pelo gênero da ficção científica. No Homem Invisível, de H. G. Wells, uma série de experimentos químicos gera um homem invisível. Embora o processo nunca tenha sido totalmente descrito, pode-se especular que a bioquímica tenha alterado as moléculas do homem invisível de forma que elas não interajam com a luz que as atravessa.

Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científica

Homem invisível: H. G. Wells conta a história de um cientista que descobriu uma fórmula para a invisibilidade por meio da preparação de compostos químicos.

Uma rota química para a invisibilidade é virtualmente inimaginável. As complexas moléculas que formam os seres humanos absorvem e refletem a luz, e essas interações são freqüentemente ligadas a outras importantes funções biológicas que provavelmente parariam de funcionar se nós tentássemos fazer manipulações muito grandes no nível molecular.

Mas, mesmo o homem invisível da ficção sugere algumas questões que poderiam ser levantadas se a invisibilidade chegasse a ser desenvolvida. Por exemplo, o homem invisível tem uma vantagem somente quando seus adversários não esperam que ele esteja lá. Se, por outro lado, nós suspeitamos de que há um homem invisível em nossa presença, nós podemos simplesmente borrifar tinta ou pó por todo lado aleatoriamente até descobrí-lo!

Em outro enfoque ficcional, são criados misteriosos "campos" capazes de tornar pessoas e objetos indetectáveis, talvez desviando os raios de luz ao redor do objeto a ser camuflado. Exemplos desse tipo de invisibilidade podem ser facilmente encontrados na ficção científica: a Mulher Invisível do Quarteto Fantástico e os Romulanos do universo de Jornada nas Estrelas são capazes de produzir campos que podem disfarçar pessoas e outros objetos. Nesses dois casos de materialização da camuflagem é necessário energia para criar os campos, o que impõe uma importante limitação à tecnologia. Os Romulanos podem proteger a si próprios da detecção, mas ao custo de não poderem utilizar suas armas, que consomem muita energia. E a Mulher Invisível pode desaparecer e tornar outros objetos invisíveis, mas freqüentemente não ao mesmo tempo em que ela exercita alguns de seus outros poderes "psiônicos".

A curvatura do espaço-tempo

Os mecanismos especulativos de invisibilidade invocados em Jornada nas Estrelas e Quarteto Fantástico contêm um vislumbre de realidade em seu interior. Normalmente, é claro, a luz viaja em uma rota direta. De acordo com o Princípio de Fermat, a razão pela qual a luz viaja em uma rota direta é que esta é distância mais curta entre dois pontos. Entretanto, sabe-se pela Teoria Geral da Relatividade de Einstein que um objeto - qualquer objeto - distorce o tecido do espaço-tempo ao seu redor.

Se o próprio espaço pode ser curvado, então a distância mais curta entre dois pontos naquele espaço pode ser uma curva ao invés de uma linha. Desta forma, a trajetória da luz que passa próxima a objetos massivos, como o Sol ou buracos negros, é realmente dobrada, freqüentemente resultando em um efeito de lente e efeitos ópticos parecidos com miragens.

Infelizmente, a Teoria da Relatividade Geral de Einstein exige objetos incrivelmente massivos, do tamanho de estrelas, para causar uma distorção do espaço-tempo que seja observável. Nós também não temos meios de controlar esse efeito: não há uma chave liga/desliga! Assim, embora a curvatura dos raios de luz devida à distorção do tecido do espaço seja um fato científico, o controle dessa distorção permanece firmemente no domínio da ficção científica.

Aproximando-se da realidade

Embora fantasiosa, a invisibilidade de Susan Storm merece um pouco mais de atenção. E se alguém pudesse realmente dobrar o espaço conforme desejasse?

A animação ao lado mostra uma rede representando o espaço. Alguém poderia imaginar as linhas como as fibras entrelaçadas de um tecido. Um feixe de luz que começa viajando ao longo de uma das linhas é, segundo o Princípio de Fermat, forçado a permanecer nessa linha.

Agora, imagine que exista um outro espaço. Cada ponto nesse novo espaço pode ser relacionado a um ponto do primeiro espaço por uma função matemática ou transformação. O ponto importante é que nós não precisamos manter a mesma densidade do espaço - nós podemos comprimir e expandir diferentes volumes desse novo espaço de forma a abrir espaços vazios. A animação apresenta uma possível transformação de nosso espaço em um novo espaço, com a luz ainda obrigada a seguir linhas não-curvas.

A luz que incide no vazio é realmente forçada a circundar ao redor do vazio, da mesma forma que as fibras de um tecido seriam empurradas se você tentasse criar um buraco no tecido sem quebrar nenhuma das fibras. A luz agora circula ao redor do vazio - como a água fluindo ao redor de uma rocha em uma correnteza. Nós então teremos mapeado um espaço no qual uma região em particular simplesmente não existe! A luz não pode iluminar nem ser refletida por essa região, porque ela está fora do espaço, um local no qual a luz não pode nem sequer existir.

Todo esse espaço curvo é tentador e excelente para a ficção científica. Mas, a menos que nós possamos de alguma forma mover buracos negros por onde quisermos, não é possível considerar que pudéssemos ser capazes de alterar o fluxo da luz de qualquer forma significativa. A rota da Mulher Invisível para a invisibilidade é, portanto, improvável; nem tampouco alguém deveria pagar muita coisa para obter os segredos da tecnologia de camuflagem Romulana.

Eletromagnetismo e campos eletromagnéticos

Mas é aqui que as coisas começam a se tornar interessantes! Quando o espaço é curvado por um objeto massivo, todos os fenômenos físicos são igualmente modificados no novo espaço distorcido. Mas, se estivermos interessados apenas nos fenômenos do eletromagnetismo e dos campos eletromagnéticos, então nós podemos nos restringir às equações de Maxwell - as equações que governam como os campos elétricos e magnéticos se comportam. E aqui nós estamos com sorte porque, ao contrário de muitas outras equações da física, as equações de Maxwell têm parâmetros que podem ser facilmente modificados: os parâmetros dos materiais elétricos e magnéticos.

O que isso significa para a invisibilidade? Nós concluímos que tornar pessoas ou objetos invisíveis pela alteração química de suas moléculas constituintes não irá funcionar. Nem há qualquer expectativa razoável de que nós seremos capazes de impedir que objetos sejam detectados curvando o espaço.

Isso deixa nossa terceira e mais viável opção para a invisibilidade - e uma familiar aos fãs de Harry Potter: criar uma camuflagem utilizando algum tipo de material cujos parâmetros tenham sido adequadamente escolhidos. Mas nós não precisamos nos matricular na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts para invocar um disfarce assim; nós podemos combinar a idéia de transformação do espaço com as equações de Maxwell, as quais revelam precisamente as propriedades necessárias do material com o qual será construída nossa camuflagem.

Manto da invisibilidade

Veja como a coisa funciona. Nós começamos transformando o espaço de uma forma desejada. Para atingir a invisibilidade, por exemplo, nós podemos querer empurrar o espaço para fora criando um belo esconderijo, como na animação acima. Agora, nós não podemos realmente transformar o espaço, mas nas equações de Maxwell as propriedades do material entram de tal forma que nós podemos alcançar o mesmo efeito transformando as propriedades do material. Nós então substituímos o espaço do lado de fora do volume do nosso esconderijo por um material - um disfarce - no qual os raios de luz viajam seguindo exatamente a mesma rota que eles fariam se estivessem viajando em um espaço curvo. Quando a poeira assentar, nós chegamos a um conjunto de propriedades do material. Os parâmetros do material para nosso manto da invisibilidade serão complicados, certamente, mas serão totalmente consistentes com as leis da física que conhecemos.

Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científicaEm nosso recente artigo na Science, nós apresentamos uma abordagem matemática que nos fornece os parâmetros esperados do material necessário para fazer nosso disfarce. E funciona? Nós podemos testar a idéia por meio de uma variedade de diferentes métodos. Um método, utilizado pelos projetistas de lentes, é chamado ray-tracing, ou renderização de raios de luz. Começando com um punhado de raios que representam a luz, o caminho de cada raio pode ser traçado à medida em que ele passa através de um objeto feito de qualquer material. O ray- tracing oferece um bom teste para vermos se a transformação matemática previu ou não o conjunto correto de parâmetros do material.

A figura à direita mostra o resultado de um ray-tracing feito para um conjunto de raios passando através de uma camuflagem esférica. Assumimos que os objetos a serem escondidos ficarão no interior da esfera, enquanto o disfarce ocupa a região entre o espaço interior e o exterior da esfera. Se alguém não soubesse nada sobre o método que foi utilizado para projetar o material, a conclusão baseada apenas no ray-tracing seria a de que um disfarce teria sido de fato descoberto.

A realidade da invisibilidade

Nós agora conseguimos trazer a possibilidade da invisibilidade do reino da ficção científica e da fantasia para a realidade, fornecendo um projeto para um dispositivo de camuflagem. É agora é válido perguntar, como com qualquer outra tecnologia: quais são suas limitações? As capacidades e limitações do disfarce continuarão a ser desvendadas nos meses e anos à frente, mas há algumas questões que já são claras a partir do ponto de partida em que nos encontramos.

A camuflagem é uma estrutura complicada. Não apenas complicada, mas que utilizará materiais que não se sabe se existem! Isso parece ser uma dificuldade que podemos superar pelo uso de micro e nano estruturas artificiais que podem servir como substitutos na falta de materiais convencionais com as propriedades adequadas. E, enquanto as estruturas de camuflagem são tão complexas quanto os materiais, elas podem ser todavia facilmente fabricadas utilizando-se tecnologias já disponíveis.

Há uma limitação inerente na faixa de freqüências. Isto é realmente claro olhando-se a imagem de ray-tracing acima; note que os raios que deveriam normalmente chocar-se com a esfera camuflada deverão, ao invés disso, ser forçados a circundar a esfera, essencialmente viajando uma distância maior do que teriam feito se passassem diretamente através de um volume de espaço.

Mais rápido do que a velocidade da luz

Para que todos os raios cheguem juntos após terem circundado a esfera, eles devem viajar mais rápido do que a velocidade da luz no vácuo enquanto estiverem no disfarce. Isto não é tão ruim como pode parecer. Sem entrar em detalhes, é possível que ondas eletromagnéticas ultrapassem a velocidade da luz no interior de um material, mas somente em um comprimento de onda específico (ou freqüência). Desta forma, o material do qual o disfarce será feito deve dispersar com a freqüência - isto é, nossa camuflagem deve ser projetada para funcionar otimamente a um determinado comprimento de onda, ou faixa de freqüência, mas seu desempenho irá se degradar fortemente fora dessa freqüência ótima.

Um disfarce ideal não deveria absorver nenhuma luz, uma vez que qualquer quantidade de luz que não seja transmitida por um objeto pode ser uma assinatura de que aquele objeto está presente. Os materiais artificiais que nós atualmente imaginamos utilizar tendem a absorver uma quantidade significativa de luz que passa através deles e isso representa uma séria limitação que irá, em última instância, determinar o tamanho dos objetos que podem ser escondidos. Até o momento, nós temos algumas poucas estratégias em mente que poderão ajudar a minimizar as dificuldades que temos com a absorção de luz no material, mas este é um problema com o qual teremos que lutar à medida em que perseguirmos a invisibilidade.

Conclusões

Nós fornecemos aqui um breve sumário dos fatos e da ficção científica associada com a invisibilidade, mas nós negligenciamos um ponto importante. Enquanto seria interessantíssimo se pudéssemos fazer as coisas desaparecem inteiramente, um disfarce não precisa alcançar a invisibilidade total para ser potencialmente útil. Lembra-se como é fácil detectar o homem invisível? Ser invisível somente tem um valor transitório, na melhor das hipóteses naquela situação na qual seu adversário não sabe que você está lá. A vantagem da invisibilidade surge quando seu adversário não tem idéia de que você está lá. Ou seja, a invisibilidade deveria ser considerada como uma boa forma de camuflagem: ela não tem que ser perfeita para funcionar.

Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científica

O melhor ser invisível? O alienígena no filme Predador emprega uma tecnologia desconhecida para atingir uma forma largamente convincente de camuflagem.

Naquilo que é talvez o mais realístico quadro da invisibilidade, o alienígena do filme Predador possui um dispositivo de camuflagem que o torna quase invisível. Quando camuflado, o predator é quase totalmente transparente, mas há uma distorção perceptível da luz transmitida que delineia vagamente o formato do alienígena. Como mostrado no filme, é difícil perceber a presença do Predador a menos que você saiba aonde ele está e que ele esteja em movimento. De outra forma a camuflagem imperfeita faz um excelente trabalho de manter o alienígena bem escondido. Embora a tecnologia ficcional subjacente não seja descrita no filme, o efeito de disfarce parece estar relacionado com a armadura do Predador, o que a torna aparentada com o material de disfarce que nós acreditamos ser possível.

Na rota das camuflagens avançadas, nós não devemos negligenciar as soluções que a natureza oferece. Um objeto é invisível se ele é indistinguível - ou pelo menos difícil de distinguir - do ambiente ao seu redor. Muitos animais e insetos evoluíram de forma a mesclar-se com seu ambiente, tornando-se difícil para os predadores (os animais, não os alienígenas) encontrá-los. Mas algumas criaturas, como os camaleões e os polvos, podem alterar sua aparência dinamicamente, virtualmente sendo capazes de desaparecer em ambientes mutáveis. Esse tipo de camuflagem/invisibilidade é similar a um dispositivo óptico, inventado pelo cientista japonês Susumu Tachi, que pode oferecer um efeito de transparência para pessoas ou objetos.

A invisibilidade de qualquer tipo será um feito difícil de se alcançar, um feito que irá envolver muito mais complicações do que nós sequer começamos a abordar aqui. Como resultado da publicação de nosso artigo e vários outros no mesmo assunto, tem havido relatos na mídia de que a capa do Harry Potter poderia ser construída em cinco ou dez anos; mas esses relatos têm que ser tratados com um bocado de realismo. A física da camuflagem, como nós esquematizamos, é legítima, e disfarces podem ser fabricados utilizando-se os materiais artificiais que tem sido introduzidos nos anos recentes. Mas, como nós também descrevemos, há limitações sérias e aparentemente intransponíveis na camuflagem que irá prejudicar o desempenho de qualquer estrutura que nós atualmente vislumbramos fabricar.

Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científica

Uma rota para a transparência: um "disfarce" inventado por Susumu Tachi sugere uma rota para a invisibilidade ou, no mínimo, uma interessante forma de camuflagem.

Desta forma, quando nós próprios afirmamos que uma demonstração será possível, o que temos em mente inicialmente é um tipo muito específico de estrutura que será na melhor das hipóteses usável (mas necessariamente útil!) em comprimentos de onda muito longos no espectro eletromagnético - rádio-freqüências, por exemplo, onde os comprimentos de onda estão na faixa de vários centímetros até metros. Isso não será tão entusiasmante quanto fazer objetos desaparecerem visualmente, mas será um passo importante. O quanto nós poderemos ir além dessa demonstração inicial é uma questão em aberto, mas dado o tremendo interesse na área, nós podemos ter por certo que a comunidade científica dará o melhor de si!.

Um último ponto a considerar é que o paradigma completo do projeto que leva ao disfarce - começando pela transformação do espaço e então determinando o material eletromagnético equivalente - representa um novo enfoque para a óptica. Apenas cinco anos atrás essa idéia de óptica de transformação poderia ter sido abandonada porque as exigências do material teriam sido consideradas impraticáveis. Com o advento dos metamateriais, aquela conclusão agora mudou, e nós podemos vislumbrar classes inteiramente novas de dispositivos ópticos, sendo os mantos da invisibilidade apenas um exemplo. Assim, enquanto fomos inspirados pela invisibilidade dos mundos ficcionais, talvez as descobertas que possam se seguir a partir da óptica transformacional venham a ter um impacto nos mundos ficcionais - assim como no mundo real.

Para desenvolver material inédito, estudante precisou reinventar microscópio eletrônico

Para desenvolver um material inédito, estudante precisou reinventar microscópio eletrônico

Esquema das nanocolunas magnéticas criadas por Morrow.[Imagem: Paul Morrow]

O físico Paul Morrow já teria chamado a atenção apenas com a criação de um nanomaterial inédito, muito mais eficiente do que os atualmente utilizados para armazenamento de dados em discos rígidos.

Mas, para conseguir êxito em sua pesquisa, feita para sua tese de doutoramento, ele teve que criar um novo tipo de microscópio eletrônico que não utiliza componentes magnéticos internos.

Armazenamento magnético tridimensional

O novo nanomaterial criado por Morrow consiste em uma malha de nanocolunas, coesas mas independentes, compostas de camadas alternadas de cobalto (magnético) e cobre (não-magnético). Esse arranjo tridimensional apresenta propriedades magnéticas ideais para o armazenamento de dados e para o sensoriamento magnético.

Uma tecnologia com conceito similar já é utilizada nos discos rígidos mais modernos, mas empregando filmes bidimensionais para as camadas (veja Nova tecnologia cria HD de altíssima capacidade).

Sensibilidade espacial

"Como a nanoestrutura é tridimensional, ela tem o potencial para ampliar enormemente a capacidade de armazenamento de dados. [...] e uma cabeça de leitura com um pequeno número dessas nanocolunas poderá aumentar a sensibilidade espacial, permitindo a leitura de bits em uma distribuição mais densa," disse Morrow.

Essa maior sensibilidade espacial também poderá ser utilizada para aumentar a a precisão de equipamentos de imageamento médico, utilizadas para gerar imagens principalmente do cérebro e do coração.

Microscópio eletrônico não-magnético

Para desenvolver um material inédito, estudante precisou reinventar microscópio eletrônicoPara conseguir distribuir e medir o comportamento de suas nanocolunas, Morrow teve que desenvolver um novo microscópio eletrônico, uma vez que os equipamentos desse tipo atualmente disponíveis não apresentavam a precisão necessária para medir as propriedades de seu novo material.

Ele desenvolveu um novo tipo de microscópio de tunelamento (STM) que não contém nenhuma peça magnética. Com seu microscópio de tunelamento não-magnético, Morrow consegue medir o comportamento magnético de grupos de 10 nanocolunas de uma vez.

Agora ele quer aprimorar seu novo microscópio para que ele seja capaz de medir uma única nanocoluna. Quando chegar a essa precisão, o equipamento poderá ser utilizado até mesmo para detectar os diminutos campos magnéticos gerados pelo corpo humano.

Robô sobe em qualquer superfície vertical com tecnologia de eletroadesão

Robô sobe em qualquer superfície vertical com tecnologia de eletroadesão

A equipe do professor Harsha Prahlad encontrou uma solução para fazer com que seus robôs consigam não apenas subir pelas paredes, mas subir por superfícies verticais em geral, feitas com qualquer tipo de material, de paredes de concreto ou tijolos até janelas de vidro.[Imagem: Harsha Prahlad]

Eletroadesão

A solução encontrada é a eletroadesão, que está sendo utilizada pela primeira vez em robôs. O robô se sustenta na superfície por meio de cargas eletrostáticas, geradas a partir de suas baterias e aplicadas na superfície através de sapatas especiais, desenvolvidas pela equipe do laboratório SRI, dos Estados Unidos.

Ao contrário dos adesivos tradicionais, secos ou não, utilizados em outros robôs escaladores, a eletroadesão pode ser desativada, ampliando a gama de utilização dos robôs que a utilizam.

Este é também o principal diferencial entre a eletroadesão e os sistemas eletrostáticos passivos já testados em outros robôs, que se baseiam na força de Van der Waals.

Robôs robustos

Os testes mostraram que a eletroadesão permite que os robôs se sustentem em virtualmente qualquer tipo de superfície, de paredes de concreto e de tijolos expostos a janelas de vidro. Poeira, pequenas sujeiras e até mesmo trincas nas superfícies também não são problema.

"Eventos recentes, como desastres naturais [...] e ameaças à segurança pública têm mostrado uma necessidade cada vez maior de robôs robustos - especialmente daqueles que podem se mover em três dimensões," diz o professor Prahlad, que apresentará seus robôs pela primeira vez em público nesta sexta-feira, durante a Conferência Internacional de Robótica e Automação (ICRA 2008).

Atração eletrostática

Segundo o trabalho apresentado pelo pesquisador, a eletroadesão, ou atração eletrostática eletricamente controlada, é uma solução com baixo consumo de energia, operação silenciosa e que requer uma estrutura extremamente simples e leve.

As sapatas, ou almofadas, por meio das quais a carga eletrostática é aplicada à superfície, conseguem se moldar às irregularidades das superfícies, para que o robô ande por cantos e quinas.

O consumo de energia de um robô utilizando a eletroadesão é de cerca de 20 microwatts por Newton de carga sustentada. As sapatas apresentam pressões entre 0,5 e 1,5 N por centímetro quadrado de área da sapata, dependendo da superfície.

"Computador vivo" é construído com bactérias geneticamente modificadas

Pesquisadores construíram um "computador vivo", utilizando bactérias geneticamente modificadas. A experiência é mais uma demonstração de que a computação utilizando organismos vivos é factível.

Recentemente, dois pesquisadores fizeram um levantamento de todos os estudos que envolvem o processamento biológico da informação e concluíram que podemos estar a caminho de um futuro não-eletrônico (veja Processamento biológico da informação abre caminho para um futuro não-digital).

Agora, uma equipe de biólogos e matemáticos adicionaram genes a bactérias Escherichia coli que as transformaram em computadores bacterianos, capazes de resolver um enigma matemático que os pesquisadores chamam de "problema das panquecas queimadas."

Problema das panquecas queimadas

Esse problema inusitado começa com uma pilha de panquecas de diferentes tamanhos, cada uma com uma face dourada e outra queimada. O objetivo do jogo é ordenar essa pilha de tal forma que as maiores panquecas fiquem por baixo e todas elas fiquem com seus lados dourados para cima.

Computadores bacterianos

No experimento, os pesquisadores utilizaram fragmentos de DNA como panquecas e adicionaram genes de um tipo diferente de bactéria pra permitir que a E. coli virasse das "panquecas de DNA."

Eles também acrescentaram um gene que torna a bactéria resistente a um antibiótico específico, mas somente quando os fragmentos de DNA têm que ser invertidos, ou seja, quando as panquecas têm que ser viradas.

"O sistema oferece várias vantagens potenciais sobre os computadores convencionais," diz a cientista Karmella Haynes. "Um único frasco pode conter bilhões de bactérias, cada uma das quais pode potencialmente conter várias cópias do DNA utilizado nos cálculos. Esses 'computadores bacterianos' poderão funcionar em paralelo, significando que as soluções poderão ser encontradas mais rapidamente do que com os computadores convencionais, usando menos espaço e a um custo menor."

Paralelismo orgânico

Além do paralelismo, a computação bacteriana também tem o potencial para gerar "processadores" capazes de se autoconsertar e, eventualmente, capazes de evoluir com o uso.

Para conhecer outras pesquisas que envolvem a utilização de organismos vivos na computação, veja Grave seus dados no DNA de uma bactéria e deixe-os passar de geração em geração, Bactéria geneticamente modificada tira fotografia de alta resolução e Bactérias poderão ajudar a construir chips mais velozes.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Nova tecnologia de radioterapia é até oito vezes mais rápida que as convencionais

Pesquisadores da UAB (Alabama University at Birmingham) anunciaram a criação de uma tecnologia de radioterapia que reduzirá o tempo das sessões de 20 minutos para apenas 90 segundos, ou seja, é até 8 vezes mais rápida.
A técnica leva o nome RapidArc  e, além de mais ágil, também é mais precisa, já que reduz os danos da exposição da radiação no corpo do paciente. Isso porque a tecnologia mira apenas o tumor a ser extirpado, preservando o restante.

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O RapidArc é uma nova geração das terapias de radiação usadas até o momento, cujo nome é IMRT (Intensity Modulated Radiation Therapy)e que começou a ser utilizada em 1990. Segundo John Fiveash, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia na UAB, “reduzir as sessões para menos de dois minutos é muito importante para os pacientes, considerando que o câncer os afeta tanto emocional quanto psicologicamente.

Mini-geladeira USB garante sua bebida “no ponto” em cinco minutos

Na infinidade de produtos USBs existentes, é meio complicado achar algo realmente interessante.  Mas, esta mini-geladeira USB é uma das exceções e garante que sua bebida fica gelada em apenas cinco minutos.

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O gadget resfria latas de até 330ml a uma temperatura de 8.5º, o suficiente para refrescar e degustar a bebida decentemente. Além disso, traz uma luz interna para que o usuário desfrute do equipamento também em ambientes com pouca iluminação.  E o melhor é que o “brinquedinho” tem um preço razoável: apenas 20 libras.  O produto pode ser adquirido no site “I want one of those”.

Robô desenvolvido pela Honda dirige concerto de orquestra sinfônica

Asimo, o “robô cool” desenvolvido pela Honda, conseguiu conduzir a Orquestra Filarmônica de Detrit na última terça-feira. Ele é o primeiro autômato do mundo a conseguir tal proeza.

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Para alcançar a façanha, o robô foi programado para reproduzir as ações de Charles Burke, diretor da orquestra, a partir de uma peça que ele organizou há cerca de seis meses. A partir daí, ele conseguiu reger o tema “The Impossible Dream”, que pertence ao musical “Man of la Mancha”.

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Quem testemunhou o feito declarou que Asimo reproduziu os movimentos com perfeição, incluindo aí todos os ritmos executados por um maestro, incluindo até mesmo os acenos com a cabeça. Para completar, o robô ainda declarou: “Olá pessoal. É estimulante atuar com a Orquestra Sinfônica de Detroit. Esta é uma sala de concertos magnífica”. Em seguida, aplausos entusiasmados do público.
image E quem quiser acompanhar a performance em vídeo do "regente" Asimo, basta clicar no site da Honda.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Livre para voar: Homem-avião realiza primeiro vôo com nova asa de carbono

O piloto suíço Yves Rossy realizou na última quarta-feira o primeiro vôo com sua nova asa de carbono presa às costas, relembrando sua façanha de 2004 quando ganhou o apelido de "homem-avião". Clique duas vezes sobre a setinha de "play" para assistir à vídeo cobertura completa. São quatro vídeos, este acima e outros três abaixo.