sexta-feira, 23 de maio de 2008

O que há por trás dos Smurfs?

Muito se especula a respeito do carácter comunista da Vila dos Smurfs. Afinal de contas, a história em quadrinhos criada pelo belga Pierre Culliford (também conhecido como Peyo), na década de 50, foi publicada pela primeira vez no auge da Guerra Fria. Os estúdios Hanna Barbera transformaram-na em desenho animado somente no início dos anos 80, quando a decadência do regime soviético ainda não era iminente. Desde então, argumentos tentando comprovar o caráter marxista da obra não faltaram. O que se disseminou entre as gerações que conheceram os pequeninos personagens azuis é que o desenho, mais do que a história em quadrinhos, é em si mesmo uma propaganda do comunismo. Nem Nadia Comaneci, a ginasta romena nota dez nas Olimpíadas de Montreal em 1976 foi tão bem sucedida na propaganda do regime comunista.


Fato é que existem muitos estudos sérios que tratam do assunto e seus argumentos têm se mostrado extremamente pertinentes. De acordo com a teoria do "comunismo azul" reinante na Vila, o Gargamel seria uma alegoria aos Estados Unidos. Isso porque o vilão ganancioso deseja o tempo todo transformar os Smurfs em ouro, numa clara alusão à materialização das pessoas, inerente ao capitalismo.


Além disso, há inúmeras outras coincidências com o discurso comunista. O Papai Smurf, por exemplo, seria uma alusão a Karl Marx, já que é admirado pelos demais Smurfs por sua idade e sabedoria. A tese baseia-se nas "semelhanças físicas" entre os dois, evidenciada pelo uso do vermelho e a farta barba branca do Papai Smurf.


A tese vai mais longe. De acordo com ela, o Smurf Gênio poderia muito bem ser o Trotsky, já que sua sabedoria se assemelha à de Papai Smurf e, freqüentemente, ele é ridicularizado e ejetado da Vila. Vale lembrar que Trotsky foi banido da União Soviética em 1929...


Mais uma coincidência relevante: todos os Smurfs são iguais, a despeito da atividade que desempenham ou de suas habilidades intelectuais. Ainda, não há propriedade privada na Vila dos Smurfs: a terra e os instrumentos são de todos. Entretanto, o fator que mais fortalece a tese de que os Smurfs são uma propaganda do regime comunista é que, de fato, não há igrejas na Vila. Não há, por exemplo, um Pastor Smurf. Assim como os marxistas, os Smurfs são ateus: acreditam, apenas, na força da natureza.


A comparação com o comunismo não acaba por ai. Há quem afirme que o Bebê Smurf representa ninguém menos que Che Guevara. Isso porque ele teria sido fruto de um "deslize" do Papai Smurf com a Smurfette (para quem não sabe, ela foi criada pelo Gargamel para seduzir os Smurfs, mas acabou "passando para o outro lado da Força" graças ao Papai Smurf), ou seja, resultado da união entre o socialismo e o capitalismo. Acredito que, se levássemos para esse lado poderíamos dar outros vários exemplos resultantes do hibridismo entre socialismo e o capitalismo que não o Che Guevara. Pode-se comparar essa união à China ou, para os que preferem os exemplos ocidentais, o welfare state europeu. Eu, pessoalmente, iria mais longe e diria que o resultado do casamento socialismo x capitalismo é a terceira via adotada no Reino Unido.


Há pessoas que levam essa "semelhança" tão a sério que chegam a afirmar que o desenho é uma criação do governo soviético, na intenção de infiltrar seus ideais no seio da sociedade americana antes de invadir os EUA. Dão graças a Deus, inclusive, pela criação dos Comandos em Ação...


Entretanto, tem pipocado na Internet uma outra visão da propaganda na qual estaria imersa a Vila dos Smurfs, creditada à estudante Lisa Chwastiak. Segundo sua teoria, os Smurfs seriam, antes, supremacistas brancos, e não comunistas. Para ela, Peyo, falecido em 1992 aos 64 anos, era um nazista. Inclusive, ele seria afiliado à Ku Klux Klan (KKK), organização racista norte-americana. Seu argumento também parte de princípios e argumentações relevantes. Em primeiro lugar, Lisa não acredita ser mera coincidência o vilão se chamar Gargamel: além de nome e características físicas judaicas (cabelo escuro, pele clara e nariz proeminente), o vilão ainda carrega todo o estigma de preconceitos contra judeus que permeou, principalmente, a Alemanha de Hitler: um indivíduo mesquinho, sujo, que morava numa casa velha e se vestia de preto.


Além do mais, Lisa não despreza a semelhança entre o Papai Smurf e o Grande Dragão, forma pela qual os líderes da KKK são conhecidos: ambos usam um chapéu pontiagudo vermelho e seus seguidores usam chapéus pontiagudos brancos. Ainda, a estudante afirma que existem inúmeros episódios em que os pequeninos seres azuis dançam em torno de fogueiras, a exemplo dos membros da Klan.


Para finalizar, Lisa afirma que, entre os Smurfs, por "coincidência", a única mulher possui, justamente, um arquétipo ariano, evidenciado por seu longo cabelo dourado. É exatamente o ideal de beleza idolatrado por Adolf Hitler para sua sociedade germânica. Além disso, como forma de demonstrar a arraigada crença na supremacia branca trazida à tona pelo desenho, os episódios em que os Smurfs são malvados são justamente aqueles em que eles deixam de ser azuis para se tornarem negros.


Até a próxima
Fonte: Internet
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Como Xuxa acabou com uma geração

Cortesia: Apocalyptica HP

Falando como um saudosista, novamente, lembro-me das escolas dos anos 60 e 70 onde muitos professores priorizavam a leitura. Nos antigos primeiro e segundo graus, a maioria dos alunos das diversas séries, gostava de ler. Ora porque se tratava de uma atividade que agradava, ora porque os exigentes mestres obrigavam os meninos e meninas, requisitando relatórios e trabalhos sobre um sem número de autores e suas obras-primas. O Colégio Luterano que estudei era rigoroso, e já nos primeiros anos do primário líamos "Os Mais Belos Contos de Fadas Russos, Poloneses, Dinamarqueses" e assim por diante. Em seguida aprendemos a conhecer melhor Monteiro Lobato e seus fascinantes personagens. No Ginásio (5.ª - 8.ª séries) já tínhamos conhecimento até certo ponto muito bom de Machado de Assis, José de Alencar, Graciliano Ramos, Flaubert, Victor Hugo, Dostoievsky, Tolstoi, Platão, Aristóteles, entre muitos mais. Outros garotos, meus contemporâneos, de diferentes escolas, liam e tinham a mesma noção de conhecimento literário, o que expandia nossos horizontes, preparando-nos melhor para a adolescência e vida adulta.
Em qualquer sociedade civilizada, depois do renascimento e com o advento da imprensa de Gutenberg, a leitura era, e é fundamental para o desenvolvimento de uma comunidade, de uma cidade e de uma nação. Seja a leitura de bons livros ou mesmo ensaios, jornais e revistas de qualidade. Lamento muito em olhar dados recentes de uma pesquisa do IBGE e outros institutos de ponta mostrando que o brasileiro tem diminuído sua leitura significativamente nos últimos 20 anos.


Vendem-se atualmente, muito menos livros, jornais e revistas, proporcionalmente ao número de pessoas alfabetizadas. Uma pena. Escrevo sobre a leitura, porque domingo passado neste mesmo caderno, o jornalista Leandro Calixto com muita perspicácia e brilhantismo escreveu sobre um mal que atinge os brasileiros há 20 anos. Calixto escreveu sobre a chamada "rainha dos baixinhos" Sra. Maria da Graça Meneghel, também conhecida como Xuxa. O jornalista foi incisivo ao dizer que Xuxa leva assuntos às crianças como se apresentasse um programa pornográfico. Verdade absoluta. Peço licença ao companheiro e reproduzo o artigo: "A apresentadora Xuxa discute sexo, pede para os assistentes tirarem peças das roupas e ainda promove namoro entre os convidados. O Planeta Xuxa teoricamente voltado para o público infantil, traz alguns atrativos típicos de alguns programas pornográficos exibidos nas madrugadas pela CNT e pela Bandeirantes ." Num horário infanto-juvenil e familiar, domingo 13h, 14h, Xuxa "chega ao cúmulo de questionar posições sexuais que os entrevistados mais apreciam. Outro exemplo de perversidade do programa é a explosão erótica desnecessária dos ajudantes de palco de Xuxa. Como se fosse um filme erótico, ela pessoalmente despe algumas das peças dos sarados paquitos, para delírio do público... Xuxa parece não Ter consciência de sua importância na televisão... sua preocupação é exaltar o glamour, um mundo de sonhos, que na verdade é de difícil acesso ao grande público." Sem dúvida, ela não tem consciência de sua importância na televisão e nem preparo intelectual para discutir assuntos sérios ou entrevistar pessoas sérias. E por isso faz muito mal ao povo brasileiro há 16 anos.


Explico.

Maria da Graça Meneghel Xuxa apareceu no final dos anos 70 no Rio de Janeiro, sem qualquer formação profissional e educacional, como modelo em campeonatos de surf e boates da moda da época. Em 1979/80, ela teve a sorte de conhecer o tal de Edson Arantes do Nascimento, Pelé, que na ocasião vivia um mundo de sonhos. Pelé tinha encerrado a carreira de jogador de futebol no Cosmos de New York, cheio da grana e solteiro, caía na gandaia em São Paulo e Rio. Num desses inferninhos cariocas Pelé conheceu a Xuxa. Namoraram durante dois anos. Pelé levou-a para um patamar acima da fila de espera nas boates (o chamado "sereninho" para quem não tem status, espere na calçada para entrar) e introduziu-a ao mundo das revistas e filmes pornográficos. Xuxa, inocente aos seus 19, 20 anos, caiu direitinho. Tirou a roupa no cinema e nas revistas, deitou, rolou e caiu na farra. Um belo dia, algum produtor de televisão mais esperto convidou a Xuxa para apresentar um programa infantil de televisão na Rede Manchete. Ela topou, foi bem e anos depois passou a trabalhar na poderosa Rede Globo.


Muito bem. Ou melhor, muito mal. Foi aí que toda uma geração de jovens brasileiros foi pra cucuia. Crianças de 4 a 17 anos em meados dos anos 80 simplesmente desistiram da escola. O mundo mudou aqui no Brasil. Como eu disse no começo, garotas e garotos dos anos 60 e 70 foram educados lendo, conversando, discutindo assuntos. A partir dos anos 80, a molecada passou a ser criada vendo televisão. Ou porque os pais trabalhavam e a melhor babá era a telinha, ou porque os pirralhos preferiam ver TV a ler uma revistinha ou um livrinho. E Xuxa colaborou muito para isso, mostrando durante quase duas décadas um mundo de fantasia para as crianças, que cativava e ensinava absolutamente nada. Tudo para aumentar o faturamento da emissora (nessa época descobriram essa fatia consumista infantil e juvenil) e aumentar também a fortuna pessoal da loira. Milhões de horas foram desperdiçadas em frente a TV. Pior, outras loiras e morenas de igual ou inferior valor a Xuxa apareceram na TV, sempre destacando brincadeiras e ensinamentos de gosto e utilidades duvidosos. Xuxa criou um mundo diferente. Meninos e meninas assistiam regularmente seus programas, disputando quem sabia mais sobre os mesmos. O mal que a Xuxa fez para uma geração inteira, meninos e meninas que hoje têm entre 14 e 34 anos mais ou menos, é irreparável. Ela os tirou do mundo maravilhoso dos livros, da cultura, da escola (é claro que as crianças iam e ainda vão à aula, mas é mero cumprimento de dever) para se tornarem verdadeiros fanáticos adoradores do mundo irreal de Xuxa e suas paquitas. Já é tão difícil para os pais insistir com seus filhos para estudar, fazer a lição de casa, freqüentar a escola regularmente, imaginem lutar contra um formador de opinião poderoso como a Xuxa e outras animadoras de palco infantis? As crianças que iam a escola pela manhã, muitas vezes faltavam para assistir ao programa da Xuxa. Ou então gravavam pela manhã para poderem se divertir à tarde. As crianças que estudavam à tarde, não faziam as tarefas de manhã e tampouco liam alguma coisa.


O leitor amigo duvida disso?


Faça uma pesquisa, como eu fiz, entre familiares, amigos, ou pergunte no seu local de trabalho para um desses jovens de 14 a 34 anos (mais ou menos) quem foi Balzac, Machado de Assis ou Monteiro Lobato. Pergunte para os mesmos se eles sabem quem foi Mozart, Beethoven, ou mesmo Rembrandt, Renoi, Tarsila do Amaral. Muito difícil ? Vamos facilitar. Pergunte para as atuais gerações se eles sabem o que é uma paroxítona, ou quais são os 4 pontos cardeais, ou ainda qual a capital da Bolívia. Dia desses num desses programas de auditório, três artistas - cantores e bailarinas de axé e pagode – tentaram responder a essas perguntas. Sobre paroxítona a bailarina de uns 25 anos respondeu "é um remédio novo?" Para os 4 pontos cardeais o sambista (uns 29, 30 anos) disse que eram frente, verso, traseiro e dianteiro. E sobre capital da Bolívia o sujeito respondeu que era "Venezuela". O apresentador ficou com a cara no chão. Tenho ouvido em pesquisas no rádio, TV e jornais, que adolescentes na faculdade escrevem "profição" ao invés de profissão e "séquiço" ao invés de sexo.


O resultado da doutrinação da Xuxa nos "baixinhos" dos anos 80 e 90 não têm limites. Pessoas na TV respondem as maiores besteiras da paróquia sobre qualquer assunto. Não creio que a cultura seja tão fundamental assim para o bem viver, talvez honestidade, boa educação estejam um passinho à frente. Mas a falta de leitura, de uma boa educação cultural prejudica o próprio sujeito, limitando suas possibilidades escolares e profissionais, afetando seu desenvolvimento junto a comunidade e segurando o desenvolvimento do País.


Xuxa, com muito prazer, não é a única responsável por escolas e professores medíocres. Mas ela contribuiu fundamentalmente para a criação de uma geração que vive de fantasia, de sonhos que não serão realizados, uma geração que só quer saber de pagode e axé music, sem responsabilidade, sem objetivos sérios. O leitor já tentou conversar com alguma dessas meninas e meninos de telemarketing, por exemplo, da Telepar, de um cartão Visa ou Mastercard ou de uma empresa qualquer? É um sofrimento. São pessoas despreparadas, arrogantes, parecendo muitas vezes com a gravação que sempre iniciam as ligações. E por último, gostaria de acrescentar ao brilhante artigo do Leandro Calixto, que a Xuxa tentou a vida com seus programas nos EUA. Não funcionou, foi quase expulsa de lá, porque para os padrões infanto-juvenis americanos, ela era completamente indecente, pornográfica. No Chile eles reconhecem a Xuxa como a "rainha dos grandinhos" pois é sexy demais para os meninos. Na Argentina também não colou.


E por último, o pior dos exemplos dessa ex-atriz pornô e modelo de revistas de mulher pelada, foi a aquisição do sêmen de um bonitão, que era "saudável o suficiente" para gerar um filho com ela, e depois o dispensou, assim como os familiares do pobre coitado. Belo exemplo para as crianças, para as famílias, para a formação de um País civilizado. Quem aprova as atitudes da Xuxa não pode falar nada das milhares de mães solteiras (contra a própria vontade) e dos meninos de rua abandonados pelo Brasil afora. A Xuxa, infelizmente, destruiu uma geração, formando uma legião de fanáticos ingênuos e aculturados.


Que Deus nos abençoe
Cortesia: Apocalyptica HP
http://br.geocities.com/apocalypticahp
boletim@linksdejesus.com

Nanomaterial transforma radiação nuclear diretamente em eletricidade

Há pouco mais de uma semana, cientistas alcançaram o maior avanço nos materiais termoelétricos nos últimos 50 anos (veja Materiais termoelétricos têm eficiência aumentada em 40%). Esses materiais são capazes de transformar diretamente o calor em eletricidade.

Radioatividade em eletricidade

Agora, pesquisadores de outros dois laboratórios, anunciaram ter descoberto uma forma de aumentar drasticamente o rendimento de materiais capazes de transformar radioatividade - e não calor - diretamente em eletricidade.

A descoberta poderá alterar totalmente o projeto das centrais nucleares, tornando-as menores, mais simples e mais baratas. Hoje essas usinas usam o calor da fissão nuclear para aquecer água, que se transforma em vapor, que faz girarem turbinas, que acionam geradores, que geram a eletricidade. O novo material converte a radiação diretamente em eletricidade.

Segundo os pesquisadores Liviu Popa-Simil e Claudiu Muntele, os materiais que eles estão desenvolvendo são capazes de gerar 20 vezes mais energia a partir do decaimento radioativo do que os materiais termoelétricos disponíveis.

Nanomaterial

Materiais capazes de converter radioatividade em eletricidade já foram utilizados em várias sondas espaciais nos anos 1960 e 1970. Contudo, esses materiais nunca foram eficientes o suficiente para aplicações em larga escala, principalmente em reatores nucleares.

O advento da nanotecnologia permitiu que os pesquisadores desenvolvessem um nanomaterial à base de nanotubos de carbono. Fatias de nanotubos são recobertas com uma película de ouro e circundadas com hidreto de lítio, um material largamente utilizado em baterias recarregáveis.

As partículas radioativas que atingem a camada de ouro empurram uma grande quantidade de elétrons em direção à camada de nanotubos de carbono, que os coleta e transporta com grande eficiência. A seguir, os elétrons atingem a camada de hidreto de lítio, de onde se dirigem aos eletrodos, permitindo que a corrente elétrica flua.

Centrais nucleares e sondas espaciais

Em operação criogênica, o nanomaterial atinge um rendimento de até 99%. Em ambiente real, os pesquisadores asseguram que ele é capaz de gerar até 1 kW/h por cm3, contra 0,2 kW/h por cm3 dos materiais anteriores.

Apesar do entusiasmo gerado pela descoberta, e de já terem aberto uma empresa para comercializar seu invento, os pesquisadores afirmam que o projeto de usinas nucleares não é algo que se altere da noite para o dia, e que eles acreditam que o novo material radioelétrico somente será utilizado em centrais nucleares dentro de uma década.

Contudo, com rendimentos no nível de 1 kW/h por cm3, o novo nanomaterial passa a se tornar interessante também para outras aplicações, inclusive móveis, como o abastecimento de navios, submarinos e até trens. Sem contar uma nova geração de sondas e robôs espaciais.

Mundo virtual tipo Matrix pode se realizar em poucos anos

Mundo virtual tipo Matrix pode se realizar em poucos anos

Pelo menos esta é a opinião de Michael McGuigan, do Laboratório Nacional Brookhaven, nos Estados Unidos. Segundo ele, os supercomputadores estão se aproximando de adquirir capacidades que os permitirão criar realidades virtuais 'à la Matrix'.

Segundo ele, mundos virtuais que poderão ser confundidos com o mundo real estão há apenas alguns anos de se realizarem.

Teste de Turing Gráfico

Em 1950, Alan Turing, o pai da moderna ciência da computação, propôs o teste definitivo para a inteligência artificial - uma pessoa deveria participar de uma conversa conjunta com outra pessoa e com um computador, e não deveria ser capaz de distinguir quem era o computador.

Os adeptos da realidade virtual criaram uma variante desse teste, o agora chamado Teste de Turing Gráfico - um júri humano interagindo com um mundo virtual deverá ser incapaz de distinguí-lo da realidade.

"Nós queremos dizer com interação, que você poderá controlar um objeto - girá-lo, por exemplo - e ele será criado de forma automática em tempo real," explica McGuigan.

Mundo virtual em tempo real

Essa 'criação de forma automática', mais conhecida como renderização, e em tempo real, é o grande desafio. Os computadores atuais já conseguem produzir cenas realísticas, mas elas consomem horas de processamento e jamais poderiam se aproximar de uma interação em tempo real.

Segundo McGuigan, a chave para se passar pelo Teste de Turing Gráfico é juntar o fotorrealismo que já existe com um programa capaz de renderizar imagens com uma taxa de atualização de 30 quadros por segundo.

Supercomputadores 10 vezes mais rápidos

Para medir a atual capacidade dos supercomputadores, o cientista resolveu testar o supercomputador Blue Gene/L da IBM, que possui 2.000 microprocessadores, capazes de fazer 103 trilhões de operações de ponto flutuante por segundo, ou 103 teraflops.

Ele descobriu com um programa tradicional de renderização roda 822 vezes mais rápido no Blue Gene do que em um computador pessoal, sem qualquer otimização do software que pudesse tirar proveito do processamento paralelo.

Isso ainda é insuficiente para se candidatar ao Teste de Turing Gráfico, mas deu ao pesquisador uma idéia do poder de processamento que será necessário para a renderização dos mundos virtuais em tempo real: acima de um petaflop, o que equivale a 1.000 teraflops. Ou seja, só teríamos que esperar até que os supercomputadores sejam 10 mais poderosos do que são hoje.